+60% no volume de documentos criados em 12 meses, o mesmo prazo
A Gerdau empodera pessoas que moldam o futuro. Em Contratos, a nossa frase é: formalizamos hoje o que molda o futuro. A ferramenta não é do jurídico, ela é do cliente interno, e o ganho para a companhia é muito maior do que para o advogado.”
Sobre a Gerdau
A Gerdau é uma das maiores produtoras de aço das Américas. Sua operação atravessa unidades industriais, suprimentos, áreas de SSMA e negócios de inovação. Cada frente gera contratos e uma variedade grande de outros instrumentos: procurações, aditivos, notificações, acordos de confidencialidade.
Para a frente de Contratos, o desafio nunca foi digitalizar um único fluxo. Era dar governança a um portfólio inteiro. E a maior dor de partida não estava no jurídico, e sim nas áreas: os clientes internos não enxergavam a importância de formalizar um contrato, uma notificação, uma advertência. Sem essa cultura, a informação ficava dispersa e decisões corriam sem registro.
Pontos-chave
- +60% no volume de documentos criados em 12 meses
- 14 dias até a conclusão dos fluxos, prazo estável no mesmo período
- Dos fluxos que chegam ao fim, 89% são concluídos
- Cerca de seis advogados sustentam uma operação que hoje registra centenas de documentos por mês
Governar um portfólio inteiro, não um fluxo só
Antes do netLex, a operação convivia com barreiras concretas:
- Ausência de cultura de formalização: as áreas não viam por que formalizar, de um contrato a uma notificação de fornecedor;
- Variedade sem padrão: procurações, aditivos, contratos de prestação de serviços, NDAs, notificações de SSMA, acordos de P&D. Cada instrumento seguia um caminho próprio, sem modelo único;
- Informação esparsa: as notificações de segurança, por exemplo, viviam no computador de cada usuário. Não havia visão consolidada por unidade;
- Resistência das áreas: a linguagem jurídica afastava quem precisava usar o processo. Uma procuração parecia burocracia; um prazo de dias, exagero;
- Pressão por escala: o volume de demandas crescia, e aumentar o time na mesma proporção não era o caminho.
Uma camada única de governança
O netLex entrou como camada única de governança, e cada funcionalidade respondeu a uma dor.
O contrato passou a nascer de um questionário. Em vez de lidar com cláusulas, o usuário responde a perguntas e o documento já sai no padrão. Isso derrubou a barreira da linguagem jurídica e padronizou instrumentos que antes seguiam caminhos soltos. A governança ficou embarcada no próprio fluxo: as diretrizes da Gerdau viraram exigências dentro do questionário, e cada etapa precisa ser cumprida antes da conclusão.
Os workflows de aprovação trouxeram visibilidade. Cada área acompanha o status e o SLA sem cobrar o jurídico por e-mail. E os dashboards de Inteligência deram ao jurídico o que faltava: visão gerencial. Um exemplo virou referência interna: o painel de notificações de SSMA, que consolidou por unidade informações antes espalhadas, com ranking de contratados.
Mais volume, o mesmo prazo
O resultado cabe em uma frase: mais volume, o mesmo prazo.
O volume de documentos criados cresceu mais de 60% em 12 meses. No mesmo período, o tempo mediano até a conclusão dos fluxos ficou praticamente estável, na casa dos 14 dias, ano após ano. Dos fluxos que chegam ao fim, 89% são concluídos. Escalar sem alongar o ciclo é o oposto do que se espera de uma área tida como gargalo.
E tudo isso sem crescer a equipe. Cerca de seis advogados sustentam uma operação que hoje registra centenas de documentos por mês. A adoção acompanhou: o uso ativo mensal subiu de forma consistente e a divulgação interna deixou de ser empurrada, os líderes passaram a ver valor nos dados e levaram a plataforma às próprias equipes.
A cultura de formalização virou hábito, a ponto de o número de notificações superar o de aditivos solicitados. No caso de SSMA, princípio inegociável da Gerdau, o painel construído no primeiro ano de operação virou base das reuniões mensais do comitê de segurança.
Conclusão
O case da Gerdau inverte a premissa mais comum em projetos de CLM. A ferramenta não foi comprada para aliviar o jurídico: foi entregue ao cliente interno, e o ganho para a companhia ficou maior que o ganho para o advogado. É o que permite crescer 60% em volume sem mover o prazo e sem mover o headcount.



