-80% no tempo de assinatura
Tem que ter proximidade com o negócio, entender o negócio e o impacto dele. O jurídico é parceiro do negócio e o netLex é o aliado principal nisso.”
A Saint-Gobain e um Jurídico em transformação
A Saint-Gobain é uma das maiores companhias de materiais de construção do mundo, com uma operação que sustenta desde obras de infraestrutura até data centers e hospitais. No Brasil, o Jurídico atua no centro dessa engrenagem, com Compras e Suprimentos como principal cliente interno — a área que concentra o maior volume de contratos e as negociações mais sensíveis.
A adoção do netLex não é um projeto isolado de tecnologia. Faz parte de uma transformação mais ampla do Jurídico, alinhada ao próprio momento de transformação do negócio, a exemplo do projeto Lead & Grow, que reúne as marcas da companhia para atender grandes obras e leva a operação a um patamar mais complexo. Nesse cenário, o Jurídico busca evidenciar seu protagonismo não mais pelo volume operacional que executa, mas pelo valor estratégico que sustenta.
Pontos-chave
- −80% no tempo médio do processo de assinatura
- +156% no total de solicitações de assinatura (de 202 para 518 por mês)
- SLA de atendimento jurídico em 96,8%, com 271 de 280 etapas concluídas dentro do prazo
- Base de usuários cadastrados de 5, em dezembro de 2025, para 332 em junho de 2026
Escuta, simplificação e revisão de fluxos
A tecnologia foi o último passo da transformação, não o primeiro. Antes de colocar qualquer fluxo no ar, o Jurídico da Saint-Gobain preparou o terreno.
Primeiro, ouviu os clientes internos para entender as dores reais das áreas de negócio antes de desenhar qualquer processo. Depois, simplificou e padronizou as minutas, condição para que a autonomia fosse possível sem gerar risco. Por fim, revisou os fluxos e as alçadas de aprovação, redesenhando o caminho de cada contrato antes de automatizá-lo.
Só então veio a digitalização com o netLex, com um objetivo claro: ampliar a autonomia das áreas sem abrir mão da segurança jurídica e da governança.
Dar autonomia às áreas sem perder o controle
O ponto de partida era um cenário de controles descentralizados e manuais, comum em operações jurídicas de alto volume:
- Contratos controlados em planilhas de Excel, com o contencioso em um sistema à parte e nenhuma visão única da operação;
- KPIs montados manualmente: um trabalho moroso e pouco confiável, que dificultava enxergar onde estava o gargalo;
- Volume excessivo chegando ao Jurídico, porque a régua de valor levava até as demandas mais simples para a análise da equipe;
- Rastreabilidade limitada, com forte dependência de validações manuais e pouca evidência de quem fez o quê e quando;
- Resistência cultural, o clássico “sempre foi assim”, que costuma travar a adoção de qualquer mudança nas áreas de negócio.
A pergunta que orientou o projeto foi direta: como dar mais autonomia às áreas sem perder o controle sobre o que realmente exige o olhar do Jurídico?
O netLex dentro de uma jornada mais ampla
Com o terreno preparado, três movimentos reorganizaram a operação contratual:
- Autonomia controlada: as áreas de negócio passaram a criar contratos simples em autosserviço, por questionário, enquanto o Jurídico manteve o controle sobre os fluxos que de fato exigem análise. Isso desafogou a equipe do volume que antes chegava por causa da régua de valor.
- Governança embarcada: as regras de alçada e aprovação deixaram de depender de validação manual e passaram a fazer parte do próprio fluxo contratual, sem caminhos para burlar a política interna. Cada etapa ficou registrada, com trilha completa para auditoria.
- Centralização e inteligência: elaboração, aprovação, assinatura e dados passaram a viver em uma só plataforma, com dashboards nativos no lugar das planilhas manuais. A assinatura, em particular, ganhou o netLex Sign, que integrou a etapa ao mesmo fluxo e eliminou idas e vindas por e-mail.
Cada frente respondeu a uma dor específica: a autonomia atacou o excesso de volume, a governança embarcada resolveu a rastreabilidade, e a centralização substituiu o esforço manual de montar indicadores.
Mais velocidade, mais volume e governança nos dados
Os números abaixo vêm dos painéis de Inteligência do netLex, referentes ao período de janeiro a julho de 2026 (go-live em janeiro).
O ganho mais nítido está no tempo médio do processo de assinatura, que caiu de 15 para 3 dias (−80%) ao longo do período. A evolução mês a mês mostra uma tendência consistente de redução, e o ganho de velocidade se manteve mesmo com o aumento da carga: no recorte trimestral, mais conservador, o tempo médio recuou cerca de 63% (de 13,3 para 5 dias) enquanto o volume de solicitações subiu 33% no mesmo intervalo.
E o volume cresceu de verdade: o total de solicitações de assinatura passou de 202 para 518 por mês (+156%). Mais rápido e com mais carga ao mesmo tempo — o argumento que sustenta o case.
A governança acompanhou o ritmo. O SLA de atendimento jurídico ficou em 96,8%, com 271 de 280 etapas concluídas dentro do prazo. E a elaboração de minutas padronizadas passou a ser imediata: geradas automaticamente pela plataforma, sem etapa manual, em quase dois mil registros no período.
Por trás de tudo isso está a adoção. A base de usuários cadastrados saltou de 5, em dezembro de 2025, para 332 em junho de 2026, com pico de 142 usuários ativos no mês e média de 40,8 acessos por dia útil. A autonomia aparece nos dados: a maior parte do volume passou a fluir em autosserviço, sem precisar do Jurídico, enquanto a análise jurídica cresceu de forma controlada, concentrada onde de fato agrega valor.
Conclusão
A transformação do Jurídico da Saint-Gobain começou antes da tecnologia: na escuta, na simplificação e na revisão dos fluxos. O netLex deu escala a essa jornada, com autonomia, governança e velocidade evoluindo juntas. O resultado é um Jurídico que deixa de reagir e passa a conduzir: mais próximo do negócio, sustentado por dados confiáveis e pronto para as próximas frentes.





