SAINT-GOBAIN
Saint-Gobain: mais autonomia, mesma governança e o tempo de assinatura de 15 para 3 dias
Em sete meses de operação com o netLex, a Saint-Gobain reduziu o tempo médio do processo de assinatura de 15 para 3 dias e mais que dobrou o volume de solicitações processadas, sem perder controle.
Mas o ponto de partida não foi a tecnologia: foi ouvir as áreas, simplificar minutas e redesenhar fluxos.
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A Saint-Gobain e um Jurídico em transformação
A Saint-Gobain é uma das maiores companhias de materiais de construção do mundo, com uma operação que sustenta desde obras de infraestrutura até data centers e hospitais. No Brasil, o Jurídico atua no centro dessa engrenagem, com Compras e Suprimentos como principal cliente interno, a área que concentra o maior volume de contratos e as negociações mais sensíveis.
A adoção do netLex não é um projeto isolado de tecnologia. Ela faz parte de uma transformação mais ampla do Jurídico, alinhada ao próprio momento de transformação do negócio, a exemplo do projeto Lead & Grow, que reúne as marcas da companhia para atender grandes obras e leva a operação a um patamar mais complexo. Nesse cenário, o Jurídico busca evidenciar seu protagonismo não mais pelo volume operacional que executa, mas pelo valor estratégico que sustenta.
Antes de digitalizar: escuta, simplificação e revisão de fluxos
A tecnologia foi o último passo da transformação, não o primeiro. Antes de colocar qualquer fluxo no ar, o Jurídico da Saint-Gobain preparou o terreno.
Primeiro, ouviu os clientes internos para entender as dores reais das áreas de negócio antes de desenhar qualquer processo. Depois, simplificou e padronizou as minutas, condição para que a autonomia fosse possível sem gerar risco. Por fim, revisou os fluxos e as alçadas de aprovação, redesenhando o caminho de cada contrato antes de automatizá-lo.
Só então veio a digitalização com o netLex, com um objetivo claro: ampliar a autonomia das áreas sem abrir mão da segurança jurídica e da governança.
O desafio: dar autonomia às áreas sem perder o controle
O ponto de partida era um cenário de controles descentralizados e manuais, comum em operações jurídicas de alto volume:
Contratos controlados em planilhas de Excel, com o contencioso em um sistema à parte e nenhuma visão única da operação;
KPIs montados manualmente: um trabalho moroso e pouco confiável, que dificultava enxergar onde estava o gargalo;
Volume excessivo chegando ao Jurídico, porque a régua de valor levava até as demandas mais simples para a análise da equipe;
Rastreabilidade limitada, com forte dependência de validações manuais e pouca evidência de quem fez o quê e quando;
Resistência cultural, o clássico "sempre foi assim", que costuma travar a adoção de qualquer mudança nas áreas de negócio;
A pergunta que orientou o projeto foi direta: como dar mais autonomia às áreas sem perder o controle sobre o que realmente exige o olhar do Jurídico?
A solução: o netLex dentro de uma jornada mais ampla
Com o terreno preparado, três movimentos reorganizaram a operação contratual:
1. Autonomia controlada: As áreas de negócio passaram a criar contratos simples em autosserviço, por questionário, enquanto o Jurídico manteve o controle sobre os fluxos que de fato exigem análise. Isso desafogou a equipe do volume que antes chegava por causa da régua de valor.
2. Governança embarcada: As regras de alçada e aprovação deixaram de depender de validação manual e passaram a fazer parte do próprio fluxo contratual - sem caminhos para burlar a política interna. Cada etapa ficou registrada, com trilha completa para auditoria.
3. Centralização e inteligência: Elaboração, aprovação, assinatura e dados passaram a viver em uma só plataforma, com dashboards nativos no lugar das planilhas manuais. A assinatura, em particular, ganhou o netLex Sign, que integrou a etapa ao mesmo fluxo e eliminou idas e vindas por e-mail.
Cada frente respondeu a uma dor específica: a autonomia atacou o excesso de volume, a governança embarcada resolveu a rastreabilidade, e a centralização substituiu o esforço manual de montar indicadores.
Os resultados: mais velocidade, mais volume e governança nos dados
Os números abaixo vêm dos painéis de Inteligência do netLex, referentes ao período de janeiro a julho de 2026 (go-live em janeiro).
O ganho mais nítido está no tempo médio do processo de assinatura, que caiu de 15 para 3 dias (–80%) ao longo do período. A evolução mês a mês mostra uma tendência consistente de redução, e o ganho de velocidade se manteve mesmo com o aumento da carga: no recorte trimestral, mais conservador, o tempo médio recuou cerca de 63% (de 13,3 para 5 dias) enquanto o volume de solicitações subiu 33% no mesmo intervalo.
E o volume cresceu de verdade: o total de solicitações de assinatura passou de 202 para 518 por mês (+156%). Mais rápido e com mais carga ao mesmo tempo, o argumento que sustenta o case.
A governança acompanhou o ritmo. O SLA de atendimento jurídico ficou em 96,8%, com 271 de 280 etapas concluídas dentro do prazo. E a elaboração de minutas padronizadas passou a ser imediata: geradas automaticamente pela plataforma, sem etapa manual, em quase dois mil registros no período.
Por trás de tudo isso está a adoção. A base de usuários cadastrados saltou de 5, em dezembro de 2025, para 332 em junho de 2026, com um pico de 142 usuários ativos no mês e média de 40,8 acessos por dia útil. A autonomia aparece nos dados: a maior parte do volume passou a fluir em autosserviço, sem precisar do Jurídico, enquanto a análise jurídica cresceu de forma controlada, concentrada onde de fato agrega valor.
"Tem que ter proximidade com o negócio, entender o negócio e o impacto dele. O jurídico é parceiro do negócio e o netLex é o aliado principal nisso."
Tamires Rodrigues, Jurídico da Saint-Gobain
Conclusão
A transformação do Jurídico da Saint-Gobain começou antes da tecnologia: na escuta, na simplificação e na revisão dos fluxos. O netLex deu escala a essa jornada, com autonomia, governança e velocidade evoluindo juntas. O resultado é um Jurídico que deixa de reagir e passa a conduzir: mais próximo do negócio, sustentado por dados confiáveis e pronto para as próximas frentes.
Quer ver como aplicar isso no seu jurídico?
PERGUNTAS FREQUENTES
Saiba mais sobre o netLex
Como o jurídico corporativo usa um CLM para ser mais estratégico?
Automatizando o repetitivo e usando o tempo livre para análise e dados. Com o netLex, o jurídico atende mais demandas com a mesma equipe, apresenta métricas à diretoria e deixa de ser visto como gargalo para se tornar parceiro do negócio.
Como o time jurídico pode atender mais demandas sem contratar mais pessoas?
Automatizando a criação de contratos de baixa complexidade por questionário e centralizando as solicitações em um único canal. No netLex, as áreas de negócio criam o que é simples em autosserviço e o time jurídico foca no que realmente exige análise.
Como um CLM ajuda a área de compras e procurement?
Um CLM dá a compras controle sobre contratos de fornecedores: prazos, obrigações, SLAs e renovações em um só lugar. No netLex, isso significa velocidade para fechar, visibilidade sobre o que está vigente e fim das surpresas com renovações automáticas.
Como garantir que todos os contratos sigam as políticas da empresa?
Centralizando a criação em modelos aprovados pelo jurídico e definindo fluxos de aprovação por tipo e risco. No netLex, ninguém cria contrato fora do padrão, porque os modelos viram questionários e o fluxo direciona cada aprovação.
Como ter rastreabilidade total das alterações e aprovações de contratos?
Usando um CLM que registra cada alteração, aprovação e assinatura, com autor e data. No netLex, o registro integral garante o histórico completo de cada contrato, pronto para auditoria a qualquer momento.
Tamires Rodrigues, Jurídico da Saint-Gobain