PORTO DO AÇU

Como o jurídico do Porto do Açu dobrou o volume de demandas em um ano, sustentando a maior operação portuária privada da América Latina

No maior complexo portuário privado da América Latina, por onde escoam mais de 30% do óleo cru do Brasil, o jurídico dobrou o volume de demandas atendidas em um único ano, sem ampliar o time. O que mudou não foi a equipe. Foi o fluxo.

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Porto do Açu - case netLex

Sobre o Porto do Açu

O Porto do Açu é o maior complexo portuário privado da América Latina e o segundo maior porto do Brasil em movimentação de carga. Localizado no norte fluminense, abriga o maior parque termoelétrico da América Latina e por lá escoam mais de 30% de todo o óleo cru produzido no Brasil.


É uma operação crítica para a economia brasileira. Entre seus clientes estão a Petrobras (em pleno processo de descomissionamento de plataformas), a Wilson Sons (uma das maiores e mais antigas empresas de rebocadores e apoio offshore do país) e a Edison Chouest (que opera no Porto a maior base de apoio offshore do mundo). Toda a Bacia de Campos recebe algum tipo de tratamento, influência ou atendimento a partir dessa base.


Uma operação desse porte gera um fluxo contratual intenso, com exigências regulatórias que combinam normas técnicas, compliance internacional e responsabilidade sobre infraestrutura crítica. O jurídico não é apenas guardião de risco, é peça estratégica de uma cadeia que impacta a infraestrutura energética do país.

"A regulação é muito complexa no Porto do Açu e em todos os outros portos do Brasil. Para atender cada norma, cada instrução, para não esquecer determinada cláusula que necessariamente tem que constar em todos os contratos - seja para evitar uma sanção internacional, seja para atender uma norma ISO de compliance - é essencial ter um sistema gestor de contratos centralizador, que garanta que, independente da ação humana, o que precisa estar lá estará sempre."
Luis Trevia, Coordenador Jurídico no Porto do Açu

O desafio: organizar um fluxo que vivia “no cafezinho”

Antes da netLex, o time jurídico do Porto do Açu operava em um cenário que qualquer profissional de jurídico corporativo reconhece: as demandas não chegavam por um canal estruturado. Chegavam no corredor, no cafezinho, no meio de uma reunião e sumiam entre uma conversa e outra.


Sem um fluxo formal de entrada, o time perdia visibilidade sobre quem havia solicitado o quê, quando, com que prazo e qual seria o instrumento jurídico adequado. Uma solicitação descrita informalmente como “um contrato qualquer” podia ser um NDA, um MOU, um term sheet e o jurídico precisava decodificar o pedido antes de começar a trabalhá-lo.


Isso trazia dois custos concretos:

O primeiro era operacional: retrabalho, prazos perdidos, aquela conversa incômoda em que o solicitante, ou um gerente, aparecia dias depois cobrando o contrato que ninguém tinha registrado formalmente.

O segundo era estratégico: em uma operação exposta a sanções internacionais e normas ISO, uma cláusula obrigatória esquecida em um contrato não é uma falha administrativa, é exposição de risco.

"Uma minuta de MOU, um NDA, um contrato qualquer, que era solicitado no cafezinho, no meio de uma reunião. Dali a uma semana chegava o solicitante na sua mesa, ou pior, um gerente, falando: “cadê meu contrato?”. Não é necessariamente o tipo de situação que a gente gosta de enfrentar."
Luis Trevia, Coordenador Jurídico no Porto do Açu

Há ainda uma questão cultural. O jurídico corporativo lida com uma linguagem técnica (MOU, term sheet, NDA) que não é domínio do time comercial nem do time de suprimentos. E não deveria ser. O problema é que, sem um sistema que traduza essa linguagem, as áreas de negócio ficam dependentes do jurídico para entender o que estão pedindo, o que engessa a operação e cria fricción em ciclos que precisam ser rápidos.

Por que “sistema gestor de contratos” não é só um repositório?

Um repositório guarda documentos. Um CLM (Contract Lifecycle Management) gerencia o ciclo de vida inteiro do contrato — desde a solicitação inicial, passando pela criação padronizada, aprovações, assinatura e gestão pós-assinatura, até os KPIs sobre a operação. Para um jurídico exposto a compliance regulatório pesado, essa diferença não é semântica: é a diferença entre organizar o passado e ter controle sobre o presente.

A solução: centralizar o fluxo, dar autonomia às áreas, medir a operação

Com o netLex, o Porto do Açu redesenhou o processo contratual em torno de três frentes.

A lógica: não adianta digitalizar um fluxo confuso, é preciso estruturá-lo primeiro.

1. Centralização do fluxo de demandas: Todas as solicitações jurídicas passaram a entrar por um único canal, dentro da plataforma. O que antes era conversa informal virou registro com origem, responsável, prazo e status visíveis para todos. Ninguém mais precisa perguntar “cadê meu contrato?” — a resposta está na tela.

2. Padronização com clareza para quem não é do jurídico: Para cada tipo de demanda, a plataforma apresenta o instrumento jurídico adequado, com cláusulas já aprovadas pelo jurídico e rótulos em linguagem de negócio. O time comercial não precisa saber a diferença técnica entre MOU, term sheet e NDA, o netLex explica, orienta e entrega a opção certa. Cria cultura sem exigir treinamento formal.

3. Extração de KPIs em tempo real: Com toda a operação concentrada em uma única plataforma, o Porto do Açu passou a ter dashboards em tempo real: volume de demandas, tempo médio de atendimento, gargalos por tipo de contrato, performance por advogado. A conversa sobre a operação jurídica deixou de depender de percepção e passou a se apoiar em número.

"O netLex separa tudo que é possível solicitar e ainda traz clareza na hora de explicar. Cria cultura. Os próprios solicitantes, ao longo do tempo, vão verificando aquilo e internalizando. Se está tudo no mesmo lugar, a palavra do mundo corporativo é alinhamento, e isso favorece demais o alinhamento entre as pessoas que precisam trabalhar nisso."
Luis Trevia, Coordenador Jurídico no Porto do Açu

Resultados e impactos

A implementação da netLex trouxe mudanças concretas na capacidade operacional e no perfil estratégico do jurídico do Porto do Açu:

  • Fluxo dobrou em um ano: aumento de mais de 100% no volume de demandas jurídicas atendidas no mesmo período, de um ano para o outro;

     

  • Mesma equipe: todo esse crescimento foi absorvido sem ampliação do time. A capacidade de atendimento por advogado dobrou;

     

  • Fim das demandas “perdidas no caminho”: toda solicitação tem origem rastreável, responsável definido e prazo visível. A pergunta “cadê meu contrato?” deixou de ser parte da rotina;

     

  • Autonomia para as áreas de negócio: Comercial, Suprimentos e Operações passaram a abrir demandas com confiança, usando os instrumentos jurídicos certos sem precisar dominar a nomenclatura;

     

  • Compliance regulatório automatizado: cláusulas obrigatórias em contratos passaram a ser garantidas por padrão — crítico em uma operação exposta a normas ISO e sanções internacionais;

     

  • Gestão por dados: KPIs em tempo real viraram base para conversas estratégicas sobre crescimento da área, ritmo de expansão e dimensionamento do time;
  • "Quando você extrapola para outras ferramentas da netLex, relacionadas à extração de dados em tempo real, KPIs, no nosso caso, por exemplo, [tivemos] um aumento de mais de 100% no fluxo de demandas no mesmo período, de um ano para o outro. Isso é substrato suficiente para conversar sobre o tema, internamente, externamente. É impressionante como fica tudo bem organizado, e favorece aquele famoso clichê: o que é medido pode ser gerido."
    Luis Trevia, Coordenador Jurídico no Porto do Açu

    Conclusão

    O case do Porto do Açu mostra que escalar um jurídico não é, necessariamente, aumentar o time. É organizar o fluxo. Ao centralizar as demandas, padronizar os instrumentos jurídicos e trazer visibilidade em tempo real sobre a operação, a companhia dobrou o volume atendido sem contratar — e, mais importante, sem abrir mão do compliance que uma operação portuária dessa envergadura exige.


    Em uma operação que sustenta a infraestrutura energética do país - escoando 30% do óleo cru do Brasil, operando a maior base de apoio offshore do mundo, sendo parceira de Petrobras, Wilson Sons e Edison Chouest - o jurídico não pode ser gargalo. Tem que ser motor.
    É esse o papel que o Porto do Açu exige do seu departamento jurídico. E é esse o papel que o netLex ajuda a viabilizar 

     

    "A parceria entre o Porto do Açu e o netLex pode ser resumida como a busca incessante da eficiência de um departamento jurídico, e que nas duas partes encontra colaboração."
    Luis Trevia, Coordenador Jurídico no Porto do Açu

    Quer ver como aplicar isso no seu jurídico? 

     


    PERGUNTAS FREQUENTES

    Saiba mais sobre o netLex

    Como o time jurídico pode atender mais demandas sem contratar mais pessoas?

    Automatizando a criação de contratos de baixa complexidade por questionário e centralizando as solicitações em um único canal. Em um CLM como o netLex, o intake organiza a demanda, a distribuição por tema é automática e os modelos padronizados eliminam o retrabalho.

    Como reduzir o tempo de análise e aprovação de contratos no jurídico?

    Com modelos padronizados que dispensam revisão do zero, fluxos de aprovação automáticos e etapas em paralelo. No netLex, o jurídico só olha o que realmente exige análise, e o restante flui sozinho dentro do padrão.

    Como um CLM ajuda o departamento jurídico de grandes empresas?

    Um CLM padroniza modelos, automatiza fluxos e centraliza contratos, liberando o time de tarefas repetitivas. No netLex, o jurídico ganha autonomia, atende mais demandas com a mesma equipe e passa a ser reconhecido pelos dados que entrega, não só pelo volume de trabalho.

    Como o jurídico corporativo usa um CLM para ser mais estratégico?

    Automatizando o repetitivo e usando o tempo livre para análise e dados. Com o netLex, o jurídico atende mais demandas com a mesma equipe, apresenta métricas à diretoria - volumetria, demandas por advogado, tempo de ciclo - e deixa de ser visto como gargalo para se tornar parceiro do negócio.

    O que é SLA em contratos e como acompanhá-lo?

    SLA (Service Level Agreement) é o acordo de nível de serviço que define prazos e padrões esperados no atendimento de uma demanda. Em um CLM, cada etapa tem responsável e SLA visíveis, com relatórios diários que mostram o que está dentro ou fora do prazo, permitindo agir sobre o que é crítico antes que vire problema.